quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PPP na Educação Infantil

OS DESAFIOS DA CONSTRUÇÃO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DO
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A partir dos estudos feitos pela equipe de trabalho da UNIFRA percebe-se a necessidade de se ter uma maior preocupação com a elaboração de um projeto pedagógico que atenda de forma ampla as necessidades dos alunos da educação infantil. As leis criadas a partir de 1988, entre elas o ECA e a LDB, mostra claramente que na teoria as idéias estão perfeitas, entretanto é preciso que os profissionais de educação estejam capacitados e comprometidos com o projeto para que o resultado seja o mais proveitoso possível. Já passamos e muito da época do período feudal em que as preocupações com a criança eram inexistentes. Hoje sabemos da importância de se ter um projeto pedagógico que atenda as necessidades e anseios desses pequenos alunos. A educação a partir dos seis anos é um direito subjetivo que deve ser estendido de forma plena e universal. Mais do que garantir o acesso á escola é preciso que os profissionais da educação garantam a escola de qualidade conforme determina a LDB. Uma escola capaz de “enfatizar o aprendizado com base na liberdade de expressão, na criatividade, ludicidade, inclusão social, integração no grupo, construção reflexiva, crítica e autônoma.”
A elaboração do PPP é o que vai construir a identidade da escola, e todos os profissionais devem estar presentes para que possam elabora-lo em sintonia com as necessidades dos alunos e da comunidade. O currículo elaborado a partir de teorias e da realidade do contexto gera uma identidade escolar que deve ser seguida durante a gestão da mesma. É preciso que o professor tenha conhecimento do que é um PPP para que possa colaborar na consução de um . Marques(1995, pg 95 – 96) auxilia a compreensão do PPP ao explicar que
“Projeto porque intencionalidade em que articulam as perspectivas da atuação
solidária dos instituintes da escola, perspectivas que necessitam das
definições, sob pena de predominarem interesses alheios aos da comunidade
dos a que serve a escola e dos que a fazem em seu dia-a-dia [...] Projeto
político, porque se trata de opções fundamentalmente éticas no sentido das
aprendizagens que a cidadania responsável e competente na sociedade
contemporânea plural e diferençada, em amplo debate, julgue exigidas [...]
Projeto pedagógico, porque nele se devem articular o entendimento
compartilhado pelos integrantes do universo escolar sobre o que fazer, como
e no interesse de quem, com a organização e condução das práticas nos
limites do possível, mas sobretudo, no pleno aproveitamento das
potencialidades todas abertas à capacidade da imaginação criadora e às
audácias da vontade coletiva”.
Tão importante, entretanto , como o conhecimento por parte dos profissionais de educação sobre o PPP é a participação da comunidade educacional ( profissionais, pais e alunos) na elaboração deste. A realidade da escola deve ser base de trabalho para elaborar o PPP que será alicerçado com o tempo mas que poderá sim ser alterado conforme forem surgindo outras necessidades. È preciso mudar a forma de gerir um Scola. Ainda convivemos com realidades em que as decisões são tomadas por um pequeno grupo que constrói uma escola fechada e sem condições de participação porp parte da maioria dos membros da comunidade escolar. A equipe gestora da unidade escolar deve ter consciência de que se não houver uma participação de todos, não haverá uma construção de um PPP que efetivamente de condições de criar cidadãos críticos capazes de intervir na sociedade em prol de melhorias para todos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Planejamento na Prática Pedagógica

Planejar é prever o que deve ser feito na busca de um objetivo. Quando se trata de trabalho pedagógico, o planejamento é de fundamental importância no desenvolvimento das atividades desenvolvidas. O professor deve estar bem informado sobre o que deve ser feito com a sua turma até o final do período letivo, pois só assim poderá ter condições de planejar cada fase de seu trabalho. Qual será o objetivo a ser alcançado com aquele grupo? Essa questão deve estar bem clara para o docente que assim terá como traçar suas metas períódicas no intuito de alcançá-la no fim dos trabalhos.
É lamentavel quando encontramos professores que acreditam que já não precisam planejar, pois acreditam ser desnecessário despender tempo em planejamento para realizar um trabalho que sempre foi feito de forma similar durante anos. não se pode crer que um bom trabalho desenvolvido com uma turma pode ser utilizado como fórmula para se trabalhar com outras. De fato, algumas experiências positivas podem servir como exemplos, mas o que não se deve crer é que exista um planejamento pedagógico único que por ter sido aplicado com êxito em uma situação, indiscutivelmente este será em todas situações. É preciso conhecer as peculiaridades de cada turma, de cada época, de cada aluno. Enfim, o professor precisa estar atento a todas as variáveis internas e externas que irão influenciar na organização de seu planejamento, para só então poder selecionar quais serão as atividades que efetivamente servirão para alcançar seus objetivos durante o trabalho.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009


Original Video - More videos at TinyPic

domingo, 29 de novembro de 2009

Ensino fundamental de nove anos na Escola Municipal Wilmar Bastos

No dia 27 de novembro de 2009 estive na Escola Municipal Wilmar Bastos no município de Duque de Caxias (RJ), onde tive a oportunidade de conversar com a Professora Ruth, Orientadora Pedagógica da Unidade de ensino, que gentilmente me recebeu para conversarmos sobre a implantação do ensino fundamental em nove anos na rede municipal de ensino e mais especificamente na própria escola. Apesar de esclarecedora a conversa me fez confirmar as desconfianças que já tinha de que as alterações, realizadas pelas escolas, do ensino fundamental de oito para nove anos não passou da nomenclatura dada ao ano em que as crianças estavam matriculadas. Mudanças extremas na metodologia nao foram realizadas de fato, visto que para a maioria dos professores, o que ficou evidente, a criança teria o mesmo tratamento pedagógico no ensino fundamental de nove anos do tratamento recebido no ensino de oito anos, com exceção que a obrigatoriedade da matricula seria para crianças de seis anos, que no lugar do antigo CA seria matriculada no primeiro ano do ensino fundamental. Seria necessario ainda uma maior conscientização dos profissionais de educação que trabalham diretamente com os alunos nas escolas sobre a importância do trabalho a ser realizado e como de fato deve ser feito, para que os resultados futuros sejam efetivamente os esperados.

Original Video - More videos at TinyPic

Original Video - More videos at TinyPic


Minha filha de apenas doze anos de idade, conversando certo dia comigo, falou-me sobre sua mudança de escola quando estudava em um colégio particular na antiga quarta série, e sua transferência para a escola municipal em D. Caxias. Repare que a escola acolheu minha filha mas posteriormente fez a transferência dela para o ensino fundamental em nove anos de forma automática.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A AVALIAÇÃO QUE NÓS QUEREMOS

No Fórum de avaliação ocorrido nos dias 05 e 06 de novembro deste ano tive uma grande preocupação por assistir palestras de representantes de secretárias municipais de educação da Baixada Fluminense preocupados apenas em fazer propagandas de seus governos, perdendo a rica oportunidade de expor de fato o assunto que esperávamos ouvir, ou seja avaliação como efetivamente é feita em suas salas de aulas. A pergunta ainda permanece em aberto. Me parece que a preocupação de alguns palestrantes era apenas e tão somente expor um quadro ideal de suas gestões, deixando para nossos pesquisadores o trabalho de descobrir como de fato ocorre o processo avaliativo. Ainda estamos longe de termos uma avaliação justa que não exponha o aluno a uma situação opressora para que possa demonstrar seus conhecimentos, mas com certeza os debates e as preocupações com as formas de avaliação já demonstra um grande interesse de mudança e revolução na forma de aferirmos o conhecimento alheio.